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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Matriz

Muito boa tarde para todos!
Após um longo e rigoroso inverno, estou de volta ao nosso MundoBPM.

Espero que todos continuem com o apoio e participação.
Abaixo um suave Post de retorno... Enjoy!

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Recentemente fui questionado sobre algo muito interessante e gostaria de utilizar este Post para propor uma avaliação em conjunto com vocês, e principalmente, adicionar um forte elemento teórico que nos ajudará a responder. Portanto, minha proposta é:

Leiam esse material, reflitam, e me escrevam com considerações, perguntas, dúvidas, etc. Ok?

Bom, vamos lá:

Como decidir o tipo de esforço de mudança em um determinado processo?

Vamos considerar alguns pontos antes de tentar responder:

1- A empresa em questão já deve possuir uma visão de seus processos principais (Core Processes ou Cadeia de Valor);
2- A demanda por mudança visa o alinhamento com a estratégia corporativa (Não apenas setorial).

Dito isto, e sem termos a pueril pretensão de exaurir o assunto e suas inúmeras possibilidades, podemos começar considerando alguns tipos bastante comuns de “esforços”:

A. Redesenho de Processos – Comumente o maior esforço para melhoria de processos, que com base na análise profunda dos processos principais acaba gerando automações, mudanças funcionais e culturais;

B. Automação – Pode ser realizada em conjunto com o Redesenho ou independentemente. Possui diversas técnicas para a sua realização, incluindo o uso de pacotes de software (ERP, CRM, etc.);

C. Melhoria – Mais diretamente focado na melhoria incremental de um processo existente. Normalmente direcionado pela Gestão e pode se valer, por exemplo, da aplicação de 6 Sigma;

D. Gerenciamento – Ao contrário de focar na mudança de um processo, tenta mudar a forma como os gerentes medem ou controlam os processos. Trabalha atrelado a iniciativas de mudança de processos;

E. Outsourcing – Apesar de não ser considerada propriamente uma iniciativa de redesenho, ou melhoria de processo, pode definir se um processo deve ser executado e conduzido por alguma organização especializada.

Para tentar decidir sobre qual opção acatar, vamos trabalhar com uma matriz onde, em um eixo consideraremos a complexidade e a dinâmica do processo, e no outro a sua importância estratégica.

• A Complexidade é relacionada diretamente aos tipos de atividades envolvidas no processo. Ao pensar em complexidade não pergunte se a atividade pode ser automatizada, mas sim no que seria necessário/envolvido para que fosse realizada por uma pessoa.

• Dinâmica se refere ao fato de que alguns processos não mudam com muita freqüência e outros mudam rapidamente seguindo as demandas do mercado.

• A importância estratégica busca definir quanto valor o processo contribui na entrega dos produtos/serviços que a empresa produz. É uma questão de identificar se o processo faz parte da competência principal da empresa, ou é apenas um processo de suporte.

Vou aguardar o retorno de vocês e, juntos, trabalharemos esse conceito. Combinado?

Uma dica: Essa matriz e muitas outras páginas sobre o assunto se encontram no livro: Business Process Change – Harmon, Paul – ISBN 1558607587

Abraços e até breve!


Abaixo a matriz de complexidade e estratégia:



Um comentário:

Anônimo disse...

Sr. Gart,
Muito bom o seu blog.Vou escrever para o seu e-mail.

Parabéns!

Carlos Andrada