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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O que é, o que é?

Estava Eu – em pleno Domingo, lendo e relendo alguns capítulos de livros sobre Administração, Gestão de Negócios, BPM, Reegenharia de Processos, e outros assuntos tão divertidos quanto, quando me ocorreu o seguinte (pasmem):

Qual seria a definição de BPM?

Por mais estranho que possa parecer, mesmo trabalhando com BPM, sendo um contumaz leitor – e por que não – pesquisador do assunto, não encontrei uma resposta “comum” entre os escritores, acadêmicos, fabricantes, clientes e consultores.
Me parece que esse acrônimo de 3 letras tem tantas definições quanto fabricantes, pesquisadores, acadêmicos, analistas, vendedores, etc.

Resolvi solucionar este problema...
Pelo menos para mim, e claro, para os devotos leitores deste humilde blog.
:)

Sem mais delonga, segue uma leve catarse:

Primeiramente, na minha opinião, e de muitos praticantes e escritores, BPM não equivale a uma ferramenta tecnológica, ou produto. Acredito que este seja um dos poucos consensos.
Existe um número bastante significante de melhorias de processo de negócio que podem ser alcançadas sem a compra de uma tecnologia específica.
Mas, seria a tecnologia necessária?
Sim. Principalmente no que tange a fase de modelagem de processos.
A falta de uma ferramenta de modelagem eficiente, amigável, com uma notação bem documentada, pode – realmente - impedir a realização de melhorias em processos complexos.

Vale a ressalva:
Uma ferramenta de modelagem de processo, por melhor que seja, é apenas um software. Sem uma metodologia/framework, sem recursos habilidosos para usá-la, e um verdadeiro comprometimento da Chefia, a ferramenta se torna inútil.

Tenho lido de diversos fornecedores e “analistas da industria” que as ferramentas de automação são elementos fundamentais de BPM. Eles tendem a afirmar que BPM é sobre tecnologia. Por outro lado, se você levar em conta alguns dos maiores envolvidos em BPM, estudiosos e envolvidos em gestão estratégica, você chegará ao ponto em comum onde afirmam que: BPM é obviamente sobre gerenciamento de processos de negócio – tendo a organização como foco primário.

Encontrei essa definição em um livro MUITO bom sobre BPM:

BPM é a realização dos objetivos de uma organização através da melhoria, do gerenciamento e controle dos seus processos de negócio essenciais.

Livro:
Business Process Management – John Jeston – Johan Nelis – 2006
ISBN: 978-0-7506-6921-4

Vale adicionar o conceito de que gerenciamento de processos é uma parte da gestão “normal” de um negócio. É vital que os líderes e gestores reconheçam que não existe uma linha de chegada na melhoria de processos, mas sim uma contínua manutenção.

Alguns tipos comuns de (mau)uso desse tão querido acrograma:

1- Fornecedores que focam apenas na solução tecnológica da melhoria de processos;
2- Fornecedores que pensam em BPM como Business Performance Management;
3- Consultorias que usam BPM para continuar com seu trabalho de reengenharia de processos;
4- Gerências que desejam pular no barco do BPM, mas sem idéia de para onde estão indo, ou de como é a viajem;
5- Analistas de Processos que usam BPM para inflar suas aspirações profissionais e surfar mais uma onda.


Bom, é isso.
Ajudei, ou atrapalhei?

Até o próximo post.

Um comentário:

Jorge disse...

Não podia concordar mais.