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quinta-feira, 10 de março de 2011

BPM Social - Eleições

O Processo Eleitoral, a Qualificação do Eleitorado e a Igualdade Social.

Hoje fui ao mercado comprar algumas coisas e, na hora de passar no caixa, tive uma visão bastante crua e real sobre nossa sociedade. Não é que Eu tenha descoberto algo novo, mas o evento funcionou como um gatilho de um processo mental muito maior. Se esta munição é de festim, somente o tempo dirá.
Antes de avançar nesse ensaio, gostaria de deixar bem claro para o leitor a minha intenção ao escrever esse material:

Quero incomodar e provocar os acomodados, desafiar os que se julgam senhores da verdade, e principalmente, propor que o leitor calmamente reflita sobre o assunto.
Que você seja racional e imparcial ao fazer sua análise.

Converse com seus colegas sobre o post, fale com sua família. Elabore uma linha de pensamento.
Por favor, depois me diga sua opinião, afinal; pensar, opinar e decidir é exatamente o tema deste material.

Permita-me começar fazendo uma pergunta.

Quanto pesa o seu voto?

Você pode estar achando que o Gart enlouqueceu de vez. Essa é uma possibilidade real, mas não acredito que seja o caso – ao menos por hora.

Sim. O voto pesa e Eu vou dizer o quanto.

Vamos analisar o nosso processo eleitoral em alto nível (sem muitas tecnicalidades no momento) e com abstração suficiente para permitir o mínimo de fluidez ao texto.
Para isso, divido em dois tipos o nosso eleitorado brasileiro. Claro, estou sendo o mais abrangente e generalista possível – entenda como uma licença poética necessária para exposição da ideia.

Eleitor tipo 1 (Uma representação da regra, sabendo que existem exceções)
  1. Sou uma pessoa alfabetizada ou com escolaridade mínima, mas com muita dificuldade de interpretação de textos mais complexos e compreensão de assuntos que fogem ao meu cotidiano.
  2. Quando trabalho, tenho uma renda baixa, complementada por “bolsas” de toda sorte e de todas as esferas do governo.
  3. Por diversos motivos, não participo e nem mesmo me sinto membro da sociedade.
  4. Tenho “representantes” políticos que funcionam como espelhos côncavos para as mazelas da minha classe social.
  5. Espero muito do governo eleito, contribuo muito pouco, tenho muitos filhos e sem qualquer planejamento.
  6. Estou sempre aguardando uma oportunidade para sair dessa situação – mesmo sem saber como.
  7. Voto por obrigação. Quero que o político eleito me ajude a ter algum retorno imediato.
  8. Meu entendimento sobre o funcionamento de uma república federativa é mínimo ou nulo.
  9. Minha compreensão de boa administração normalmente não têm qualquer relação com macro ou micro economia nacional, ou qualquer outro critério de relevância administrativa.
Eleitor tipo 2 (Uma representação da regra, sabendo que existem exceções)
  1. Sou uma pessoa com escolaridade média ou superior, tenho bom entendimento de textos mais complexos e uma capacidade cognitiva trabalhada suficientemente.
  2. No trabalho exerço funções das mais variadas, desde apoio e análise, até a gestão de organizações e negócios. Minha renda varia desde a classe média até os considerados “ricos”.
  3. Participo pouco da comunidade política e social.
  4. Tenho “representantes” políticos que funcionam como espelhos convexos do que considero necessário.
  5. Espero muito do governo, contribuo financeiramente de forma esmagadora, tenho cada vez menos filhos – quando os tenho.
  6. Luto diariamente para me manter na “corrida dos ratos”. Alguns conseguem sair.
  7. Voto na maioria das vezes por obrigação. Ao escolher um representante procuro identificar as possíveis melhorias que o mesmo traria para mim e para minha classe (social, profissional etc).
  8. Meu entendimento sobre o funcionamento de uma república federativa já foi muito melhor, mas está cada vez mais enferrujado, confuso e deteriorado pelo tempo e desuso.
  9. Minha compreensão de boa administração está diretamente atrelada ao número de escândalos, obras prometidas x realizadas, inflação percebida nas compras do dia a dia e taxas de juros em financiamentos de bens móveis e imóveis.
Qual o peso do voto do eleitor tipo 1, e qual o peso do voto do eleitor tipo 2?
Você, prontamente, e com toda a certeza da exatidão democrática brasileira atual, me responderá:

Todo voto tem o mesmo peso e valor.”

Parabéns!
Você também assistiu ao mesmo material que prega essa abordagem como justa e correta.

E quando vamos procurar um emprego, quanto pesa o seu diploma, a sua facilidade em trabalhar em equipe, seu inglês, espanhol, chinês etc?
E todo o esforço que você faz para viver com dignidade, manter o trabalho, ter algum conforto e pagar os impostos?
Por que você precisa ser um semideus para conseguir aquele tão almejado cargo/salário, mas basta ter jogado futebol a vida toda, ou ter sido um palhaço, para ganhar muito mais, e ainda ter “imunidades” sociais e criminais?
Você contrataria para diretor ou gestor da sua empresa um palhaço, semianalfabeto e que, publicamente, diz não saber o que vai fazer? E um estilista para a função de engenheiro?

O RH da sua empresa ficaria feliz com essas suas indicações?
Eu duvido muito.

Por que cargas d’água cometemos essas atrocidades com a organização mais importante que fazemos parte e que altera diretamente toda a nossa vida – profissional e pessoal?

A resposta é simples: 
Os votos dos dois tipos de eleitores apresentados têm o mesmo peso. É por isso!

Vamos analisar um pouco a situação.

Para o eleitor do tipo 1, esse tipo de aberração é apenas um retrato da sociedade e, provavelmente, se Ele mesmo tivesse a oportunidade, também seria candidato.
Você sabe o que faz um deputado federal? 
Nem ele. Lembra?

Para o eleitor do tipo 2, votar em tal palhaçada, seria uma ofensa para muitos, mas também seria igualmente “divertido” e “transgressor” para muitos outros.

A verdade é que, para ambos os tipos de eleitores, uma formação específica para conscientização real sobre a sua participação na organização chamada Brasil se faz necessária e é urgente!

Lembro-me bem de ter aprendido OSPB nos tempos de escola (sem entrar no mérito da época).
Para os leitores mais novos:
OSPB é o acrônimo para Organização Social e Política do Brasil e que foi ensinado até o início dos anos 90. Não era nenhuma maravilha, mas trazia para os estudantes elementos essenciais para a compreensão do funcionamento e as características constituintes do nosso país. O tipo de informação que OSPB trazia, só encontrei novamente quando cursava a faculdade de direito...

Voltando ao cerne, minha proposta é:

Vamos atribuir pesos diferentes aos votos dos diferentes tipos de eleitores.
Seria o estabelecimento de uma Meritocracia Eleitoral.

Mudar a obrigatoriedade do voto não muda o tipo de eleitor e, por isso mesmo, o consequente resultado de uma eleição. A forma é relativamente simples:
  • O voto continuaria obrigatório.
  • Todos continuam tendo direito ao voto.
  • Todo eleitor tem o voto com peso 1, desde que ainda não tenha prestado o exame de “meritocracia eleitoral”.
  • Caso o leitor queira “pontuar” mais na eleição, assim como fazemos para dirigir um carro, ele deve fazer o download da apostila de atualização eleitoral, ou retirá-la impressa em sua zona eleitoral.
  • A apostila de atualização eleitoral deve contemplar temas elementares, tais como:
                - Organização Social e Política do Brasil
                - Votação defensiva (sim, você entendeu a ideia)
                - Primeiros Socorros da sociedade brasileira
                - Melhoria de Processos Públicos e Serviços ao Cidadão
                - Responsabilidade Social e Ecológica
                - etc
  • Após estudar a apostila, o eleitor agenda seu exame e faz o teste.
  • Seu desempenho é apresentado imediatamente e, caso seja necessário, nova prova pode ser feita após um ano.

Com o resultado do exame, o eleitor receberá um índice que será atrelado ao peso original do seu voto (1).
Dependendo de sua pontuação, o eleitor pode ir desde peso 1 até peso 2.

Ou seja, independente da classe social ou nível de escolaridade, todo cidadão brasileiro, que tem verdadeiro interesse em participar da sociedade para ajudar a definir o rumo da nação, poderia estudar, se preparar, aprender e avaliar seus conhecimentos com o exame de Meritocracia Eleitoral.

Alguns impactos imediatos no processo eleitoral e no eleitorado:
  • Teremos eleitores originais (com peso 1), que naturalmente se sentirão incomodados com essa situação e, se for de seu feitio, lutarão para galgar novos pesos. Caso contrário, permanecem com o voto com o peso que têm direito até hoje.
  • Teremos eleitores qualificados (peso maior que 1). Esses se sentirão diferenciados e reconhecidos pelo seu empenho, conhecimento, envolvimento etc. Ou seja, o sentimento de valorização do cidadão por seu mérito.
  • Os eleitores qualificados tendem a se tornar mais ativos na política e socialmente.
  • Os partidos políticos, frente ao conhecimento e o crescente envolvimento político-social dos eleitores, deverão escolher cada vez melhor os seus representantes para disputa de cargos nas eleições, pois os palhaços, os jogadores de futebol, os suspeitos de crimes – que nunca são condenados, ou qualquer outro “político” desse tipo terá cada vez menos atratividade. Cada vez menos apelo e cada vez menos votos.
  • O eleitor original, que quiser ver um representante seu, servindo a sociedade – e não apenas no poder, precisará cada vez mais entender o que é ser um representante e qual sua verdadeira missão enquanto servidor público. Isso reduzirá muito o índice absurdo e pueril de popularidade que vimos ultimamente – conseguido claramente com medidas populistas e de manobra de massa desqualificada até mesmo para avaliar o trabalho realizado.
É preciso ter humildade suficiente para assumir que estamos no caminho errado. Para fazer essa mudança de postura não basta reconhecer que o Brasil cometeu muitos erros, mais importante ainda é aceitar que está na hora de promover a mudança.

Está na hora de tirar os antolhos, deixar a demagogia, ser prático e pragmático. 

É preciso parar de aceitar e velar essa igualdade que nunca existiu entre as classes. A falsa igualdade que a nossa recente democracia preza é evidentemente uma forma de manter o status quo, de não tirar os grupos que até hoje estão no poder. Ou você realmente acredita que é representado por algum político ou partido?

Se sim, proponho uma prova de fidelidade ao formato atual:

Que tal você deixar sua família viver com tudo que é feito, provido e prometido pelos “políticos”? 

Nada de escolas particulares, carro particular ou plano de saúde. Tudo deverá ser feito pelo serviço público.
Você topa?

Bom, antes de ser acusado de elitista ou qualquer outra cafonice dessas, quero deixar registrado que minha origem familiar é basicamente formata por eleitores do tipo 1. Portanto, a acusação não vai colar.
;)

Finalizando, gostaria de ratificar aqui o principal elemento proposta na meritocracia eleitoral:

O Mérito!


Nós, brasileiros, ainda achamos que devemos dar comida aos mais necessitados, mas não nos preocupamos em saber quanto custa e nem mesmo de que forma a verba para levar essa comida está sendo administrada. Somente quando os escândalos de corrupção (quase que diários) são noticiados é que "comentamos acaloradamente" o quanto repudiamos esse tipo de comportamento, que a política é isso, é aquilo etc e tal.

Quando nosso eleitor tiver merecido ter seu voto com peso 2, certamente a nossa sociedade será fortalecida.

Uma boa educação de base para os nossos filhos é o essencial.

Um bom hospital é o mínimo que queremos depois de pagar tantos impostos.

Um eleitor capacitado e consciente é o mínimo que nossa democracia merece.


Você sabe como podemos fazer mudanças relevantes em nosso país, antes mesmo de estabelecer a meritocracia eleitoral?

Cuidando de perto do nosso capital e de quem o administra.
Sabe como?

Levantando, documentando, analisando, melhorando, realizando e monitorando os nossos processos públicos. Dessa forma saberemos como cada recurso é utilizado, como os serviços são prestados, o que está certo, e o que não está. 

Não há politicagem ou “esquema” que resista a uma transparência pública efetiva.

Com o gerenciamento dos nossos processos (os processos públicos brasileiros), teremos condições de sobra para prover melhores serviços ao cidadão, utilizando cada vez melhor os nossos recursos e, dessa forma, caminhando para uma real igualdade social e de direitos. Este é o verdadeiro BPM Social.
  • Chega dessa procrastinação eterna de responsabilidades.
  • Chega de bolsas! 
  • Eu quero profissionais, processos e serviços melhores.

Vamos começar?

Grande abraço,
Gart Capote

9 comentários:

mstrey disse...

Bom dia,
As ideais que tu expressa são muito boas porém utópicas. o grande problema na política é "fazer a roda girar". Para tornar o processo eleitoral mais justo precisamos que os nossos eleitos mudem as regras mas muitos deles sabem que se as regras mudarem eles não se elegerão mais e portanto não é do interesse da maioria esse tipo de mudança.

Como exemplo podemos citar o crescente índice de acesso a universidade no Brasil. Nunca tivemos tantas pessoas cursando ensino superior e formadas mas se analisarmos mais a fundo veremos que nunca tivemos um processo seletivo e ensino superior com qualidade tão baixa.
Resumindo mais gente na faculdade pois é mais fácil entrar. Mais gente formada porque é mais fácil passar. Claro que o poder aquisitivo aumentou facilitando essa mudança mas temos muitos profissionais com diploma que ainda são analfabetos funcionais.Tudo para melhorar os índices perante a ONU e FMI mas sem prejudicar o poder de manipulação das massas.

Me empolguei com o assunto...

Gart Capote disse...

Olá Mstrey,
Obrigado desde já pelo comentário. Fico muito feliz com a participação dos leitores.

Recebo muitos e-mails sobre os posts, mas poucos gostam de registrar sua opinião na forma de comentários – infelizmente.

Bom, quantos as ideias, Eu concordo que não são tão convencionais, mas essa é a graça da liberdade de expressão. Porém, sem divagar muito nesse momento, acho que são mais próximas de uma cronotopia articulando e denotando uma exotopia exacerbada deste inquieto latino americano...

Se considerarmos que a diferença entre mudança e utopia está apenas a sua realização, como devemos caracterizar o capitalismo como modelo no leste Europeu e a dissolução da URSS?

Gosto muito de uma explicação de extralocalidade/exotopia do Glossariando Bakhtin...

“Se outro vivesse minha vida, se pudesse ver o mundo como apenas eu vejo, se tivesse os mesmos pontos de vista que eu, então eu não precisaria pensar, e expressar meu olhar único sobre as coisas e a vida. A exotopia é minha possibilidade de responder. E também é minha obrigação de assumir minha responsabilidade. Ser responsivo e responsável são decorrências de minha extra- localização em relação ao Outro.”

E citando nosso Mahatma Gandhi

“Precisamos SER a mudança que queremos VER.”

Grande abraço e fique sempre muito a vontade para escrever.

Rodrigo R Garcia disse...

Olá,
Praticáveis ou não acho que reflexões como esta são muito importantes e interessantes. Dentro das organizações são elas que, quando lapidadas, se transformam em inovação.

Mas falando do Brasil, ou melhor, dos brasileiros, sou um tanto pessimista. Por que? Porque, em termos sociais, o brasileiro é anti-ético, corruptível e prefere obter ganhos próprios, independente do prejuízo para o social (nossos políticos somente são espelho disso).

Sabe o que aconteceria com sua idéia com a postura que temos hoje? Os eleitores do tipo 1 aceitariam facilmente entrar num esquema que os elevaria para peso 2 em troca de qualquer mísero benefício oferecido por um pseudo-político qualquer (e depois votariam nele). Os eleitores do tipo 2 se achariam bons demais pra sentar numa sala de aula para discutir e estudar, e logo perguntariam: "Quanto custa? Eu tenho dinheiro, eu compro o que eu quero!" (mesmo os da "corrida dos ratos", que nem tem tanto dinheiro, pensariam assim).

Para que haja alguma mudança o brasileiro precisa mudar, precisa aprender a ser ético, a viver em sociedade e não optar pelas "vantagens" oferecidas. Costumo dizer que não existe esse negócio de "país de terceiro mundo", existe sim é "povo de terceiro mundo".

Infelizmente acho que esta mudança não está próxima, pois vejo esta postura se firmar cada vez mais (nem respeitar uma vaga de idoso nos shoppings as pessoas conseguem!!!), e sendo essa a base para as próximas gerações não vejo como sair deste ciclo vicioso.

Parabéns pelo post!

Abraço,
Rodrigo R Garcia

ribeiro_001 disse...

Excelente idéia meu caro! Obviamente teremos problemas. Aprendi uma vez que a recepção inicial de uma nova idéia é distribuida como uma curva de Gauss.
Temos as pessoas que aceitam a idéia imediatamente, e estão na ponta esquerda da curva, aquelas que rejeitam a idéia imediatamente, estão na outra ponta da curva, e no meio, a maioria indecisa, esperando ser convencida por uma das pontas....nesse caso, espero que seja da aceitação!
Como colocar essa idéia em prática? Serei o primeiro a votar.
O artigo 61 da constituição federal especifica que a iniciativa das leis complementares e ordinárias cabem também aos cidadãos, passando posteriormente pelo trâmite legal, até a aprovação ou reprovação pelo presidente.
Os projetos de lei de iniciativa popular são regulamentados pela Lei 9709/98, assim como plebiscitos e referendos (lembra do referendo das armas?). O PL de iniciativa popular consiste na apresentação de um abaixo-assinado à Câmara dos Deputados, subscrito por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por, pelo menos, cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles, como foi o projeto "ficha limpa" (http://www.fichalimpa.org.br/).
É trabalhoso, mas podemos fazer, e pessoalmente, creio que a internet seja a melhor mídia para fazê-lo.
Apoio 100% esse projeto, conte comigo.

ribeiro_001 disse...

Excelente idéia meu caro! Obviamente teremos problemas. Aprendi uma vez que a recepção inicial de uma nova idéia é distribuida como uma curva de Gauss.
Temos as pessoas que aceitam a idéia imediatamente, e estão na ponta esquerda da curva, aquelas que rejeitam a idéia imediatamente, estão na outra ponta da curva, e no meio, a maioria indecisa, esperando ser convencida por uma das pontas....nesse caso, espero que seja da aceitação!
Como colocar essa idéia em prática? Serei o primeiro a votar.
O artigo 61 da constituição federal especifica que a iniciativa das leis complementares e ordinárias cabem também aos cidadãos, passando posteriormente pelo trâmite legal, até a aprovação ou reprovação pelo presidente.
Os projetos de lei de iniciativa popular são regulamentados pela Lei 9709/98, assim como plebiscitos e referendos (lembra do referendo das armas?). O PL de iniciativa popular consiste na apresentação de um abaixo-assinado à Câmara dos Deputados, subscrito por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por, pelo menos, cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles, como foi o projeto "ficha limpa" (http://www.fichalimpa.org.br/).
É trabalhoso, mas podemos fazer, e pessoalmente, creio que a internet seja a melhor mídia para fazê-lo.
Apoio 100% esse projeto, conte comigo.

Flávio disse...

Grande Gart, boa tarde!

Eu ainda continuo acreditando no voto distrital como forma de 'mexer o balaio' e melhorar a política.

Não é possível que nos EUA (onde passei um tempo) o representante do seu condado mora na esquina da sua casa e o vereador aqui em SP seja uma espécie de Ser mitológico intocável.

Aquele abraço de sempre.

Flávio Clésio

Anônimo disse...

Parabéns pelo texto Gart. Muito bom

Calura

Unknown disse...

Gart,

um post muito lúcido e um ideia que seria de fato um estopim para o início da transformação do Brasil em um país melhor e mais democrático. Complemento seu post com a proposta do Deputa Federal pelo DF Reguffe (mais votado proporcionalmente nas últimas eleições) de reforma política. Se conseguimos fazer um "merge" da sua ideia com essa proposta, com os devidos ajustes, fortaleceriamos muito o poder legislativo do país e o poder do cidadão de fazer a diferença tanto na escolha quanto no acompanhamento do seu representante. seguem os pontos:

1- Fim da reeleição para cargos majoritários e limitação de uma recondução em cargos legislativos;
2- Voto distrital;
3- Fim do voto obrigatório / voto facultativo;
4- Revogabilidade de mandatos;
5- Financiamento público da campanha (sem dar dinheiro na mão dos canditados conforme explicado no vídeo);
6- Candidato sem estar vinculado a partido político; (Com 1% de assinatura dos eleitores do distrito)
7- Perder mandato se virar ministro/secretário etc..

http://www.youtube.com/watch?v=Qa8QwhLtoz8

Gart Capote disse...

Gostei muito da entrevista do Reguffe. Concordo que a união dessas propostas poderia provocar uma mudança retumbante em nosso sistema eleitoral.
Porém, conforme o próprio Reguffe comenta, os eleitos pelo sistema atual não têm o menor interesse em promover a mudança...
Precisaríamos de um plebiscito.

Concordo com as 7 mudanças propostas.

Abraços e obrigado pela participação.

P.S. Uma pena seu comentário aparecer como "Unknown" - gostaria de agradecer nominalmente.